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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Killzone 3


Killzone na era do PlayStation Move

Enviado por Carlos Eduardo Ferreira em 27/12/2010 - 13:46
Fervendo!
A responsabilidade da Guerrilla Games para o desenvolvimento de Killzone 3 é duplamente acentuada. Por um lado, trata-se da sequência de uma das mais notáveis franquias exclusivas da atual geração; uma série notória tanto pelo poderio técnico quanto pela capacidade de oferecer uma leitura razoavelmente original a um gênero bastante abarrotado.
Por outro lado, trata-se de um dos primeiro jogos hardcore a trazer suporte à tecnologia emergente dos controles sensíveis a movimento, flertando ainda com as possibilidades da nova-velha tecnologia 3D estereoscópica. Aliadas, as duas novas prerrogativas tornam-se realmente onerosas para a desenvolvedora. Mas nada que não possa ser vencido com head shots e alguns robôs gigantes.
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Até porque Killzone 3 conta com uma herança no mínimo invejável: trata-se de um dos poucos FPS (tiro em primeira pessoa, na sigla em inglês) que realmente conseguem confrontar o jogador com um clima dramático único, devidamente aliado a mecânicas de jogo consideravelmente originais. E isso se mantém, é claro... Embora não sem alguns acréscimos.
Jargão militar, machos alfa... E algo a mais
Img_normalÉ bem verdade que Killzone jamais se afastou totalmente da doutrina própria dos jogos de tiro em primeira pessoa, sempre contemplando quesitos como explosões de testosterona, jargões militares e mundos invadidos por algo tremendamente maléfico e/ou interesseiro. Só que a experiência final da série sempre ficou um passo além desse estereótipo, o que (felizmente) se mantém em Killzone 3.
Prova disso é o clima reinante na fase The Reckoning, demonstrado durante um evento exclusivo para a imprensa em Nova Iorque. Entre outras coisas, há um “mecha” gigantesco projetado contra um sol agourento e um centro urbano completamente destruído — não muito distante da estética tradicional da série, assuma-se.
A sua parte nesse caos tem início em meio a um pequeno grupo de soldados liderado por um sujeito de cabelo engraçado. O objetivo da missão é óbvio: você e seus camaradas representam o único entrave entre o robô gigantesco e o que restou da resistência humana.
O tiroteio iniciado ao lado do barracão invadido pelo grupo já serve para dar uma boa amostra do clima razoavelmente anticlichês de Killzone 3. Postado no centro do cenário, você terá que lidar com ofensivas vindas de todas as direções; o que põe por terra aquele esquema clássico de heróis de um lado e inimigos de outro, bastante típico em FPS com mecânicas de cobertura (Gears of War, por exemplo).
Em certo momento, um acontecimento eleva o clima dramático da fase: após causar um bom estrago, um sujeito portando um lança-chamas acaba sofrendo um pequeno “acidente”, ocasionando uma sequência de horror um pouco além do clima de adrenalina puro e simples — o efeito da ação ininterrupta rolando sobre os gritos do sujeito em chamas é algo de que não se esquece facilmente.
E o PlayStation Move?
Ademais, a Guerrilla Games ainda resolveu desembarcar com Killzone 3 uma mecânica um tanto mais acessível que a dos títulos anteriores. Ok, talvez “acessível” não seja a melhor palavra. Entretanto, fato é que Killzone 3 perdeu parte da sensibilidade da sua mecânica, o que, inegavelmente, acaba tornando a proposta da jogabilidade um tanto mais ampla.
De qualquer forma, a maior dúvida em relação às mecânicas de Killzone 3 ainda é: como exatamente um jogo hardcore deve responder à precisão característica de um controle sensível a movimentos?
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E há ainda um agravante para essas dúvidas: grande parte desses títulos é criada primeiro para as mecânicas clássicas (com direcionais analógicos), sendo apenas posteriormente adaptada para os sensores — prática que produziu incontáveis catástrofes para o Nintendo Wii.
Enfim, embora Herman Hulst (gerente geral da Guerrilla Games) garanta que as audiências mais tradicionais não serão prescindidas da experiência central de Killzone 3, as promessas em relação à adoção das novas tecnologias são suficientes para deixar mesmo o mais retrógrado dos jogadores curioso. E, bem, Killzone 3 representa exatamente o ponto em que a história intrincada da série poderá encontrar a jogabilidade descontraída dos sensores de movimento.
Killzone 3 tem lançamento previsto para dia 22 de fevereiro do ano que vem. Fique ligado no Baixaki Jogos para mais novidades.

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